Governo estuda zerar imposto sobre combustível de aviões para conter alta nas passagens
Medida pode reduzir custos das companhias aéreas e evitar aumento de até 20% nas tarifas
O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o governo federal estuda zerar os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV), como parte de um pacote de medidas para conter o avanço no preço das passagens aéreas no país.
A proposta surge em meio à preocupação com o aumento dos custos operacionais das companhias aéreas. Segundo especialistas, a alta no preço do combustível pode provocar reajustes de até 20% nas tarifas aéreas, impactando diretamente o bolso dos consumidores.
Nos últimos dias, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou um conjunto de medidas ao Ministério da Fazenda, com foco em ações emergenciais para o setor. Entre elas, a desoneração do querosene de aviação é considerada uma das principais estratégias para aliviar os custos das empresas.
O combustível representa uma das maiores despesas da aviação comercial, podendo chegar a cerca de 30% a 40% dos custos operacionais das companhias. Por isso, qualquer redução tributária tende a ter impacto direto no preço final das passagens.
A equipe econômica ainda avalia os efeitos fiscais da medida, já que a retirada dos impostos pode gerar perda de arrecadação para a União. Mesmo assim, o governo considera a ação como uma forma de estimular o setor aéreo e evitar retração na demanda por viagens.
Caso seja implementada, a iniciativa pode beneficiar tanto passageiros quanto empresas, ao reduzir a pressão inflacionária sobre o setor e ampliar o acesso ao transporte aéreo no país.




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