Passagens aéreas sobem após novo reajuste no combustível
Petrobras oficializa alta no querosene de aviação e companhias alertam para impacto imediato nas tarifas
O setor aéreo brasileiro entrou em estado de alerta nesta sexta-feira após a Petrobras confirmar um reajuste acumulado que já ultrapassa os 60% no querosene de aviação (QAV) desde o início dos conflitos no Irã. Embora a companhia tenha anunciado um parcelamento do aumento para os próximos meses, as principais operadoras do país já sinalizam que o repasse para o consumidor final é inevitável. O movimento ocorre justamente em um momento de retomada do turismo doméstico, ameaçando planos de viagem de milhares de brasileiros que dependem do modal aéreo para deslocamentos de longa distância.
Especialistas do setor indicam que a conectividade do país pode ser prejudicada, com a possível suspensão de rotas menos rentáveis e a diminuição da oferta de assentos em voos regionais. O Grupo Abra, que controla grandes empresas do segmento, manifestou preocupação com a democratização do transporte, afirmando que os custos operacionais estão chegando a um nível insustentável. A medida gera um efeito dominó que afeta desde o turismo de lazer até o transporte de cargas urgentes, pressionando ainda mais a cadeia logística nacional que já lida com a alta dos combustíveis terrestres.
Para os próximos meses, a perspectiva é de passagens com valores recordes, especialmente para o período de férias de julho. A recomendação para os passageiros é antecipar ao máximo a compra de bilhetes e utilizar programas de milhagens para amortizar os custos. O governo federal monitora a situação e estuda medidas para tentar mitigar o impacto no setor, embora a paridade de preços internacionais continue sendo o principal balizador das decisões da estatal brasileira.




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