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Anápolis,01/04/2026

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Nova lei vai pagar auxílio de R$ 5 mil para mulheres vítimas de violência em Goiás

Proposta aprovada por unanimidade prevê auxílio financeiro, mas trecho sobre compra de arma foi vetado pelo prefeito


Nova lei vai pagar auxílio de R$ 5 mil para mulheres vítimas de violência em Goiás

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou recentemente um projeto de lei que busca ampliar medidas de proteção a mulheres vítimas de violência, mas a proposta acabou gerando forte debate após veto parcial do prefeito Sandro Mabel. De autoria do vereador Major Vitor Hugo, o texto inclui uma série de auxílios financeiros e ações de suporte, mas teve como ponto mais controverso a previsão de incentivo para aquisição de arma de fogo.


O projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores e estabelece medidas como assistência psicológica, orientação jurídica e incentivo à participação em cursos de defesa pessoal. Além disso, prevê apoio financeiro para iniciativas voltadas à segurança das vítimas, como custeio de cursos de artes marciais, aquisição de spray de pimenta (até R$ 400) e compra de dispositivos eletrônicos de proteção, como taser (até R$ 1,2 mil).


O trecho que mais gerou repercussão foi a possibilidade de concessão de um auxílio de até R$ 5 mil para a compra de arma de fogo de uso permitido, posteriormente vetado pelo prefeito. A decisão abriu um novo capítulo na discussão, já que parlamentares articulam a derrubada do veto para restabelecer o dispositivo no texto final.


Segundo o autor da proposta, a iniciativa busca ampliar as formas de proteção diante de um cenário considerado crítico. “Este projeto de lei vai ao encontro da necessidade que temos no Brasil de combater a violência contra a mulher, um problema gigante”, afirmou o vereador em declaração à imprensa.


Apesar da aprovação, especialistas demonstram preocupação com parte das medidas. A juíza Gislaine Campos Reis, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, avalia que o incentivo ao uso de armas pode trazer riscos adicionais às vítimas, especialmente em situações de confronto direto. Segundo ela, a diferença de força física pode colocar a mulher em posição de maior vulnerabilidade.


Na mesma linha, a advogada Valéria Amorim, integrante do Instituto Brasileiro de Direito de Família, destaca que a presença de armas em contextos de violência doméstica pode aumentar o risco de desfechos graves, sobretudo sem treinamento adequado para o manuseio.


O projeto segue agora em um cenário de disputa política e jurídica, com a possibilidade de reavaliação dos vetos pelo Legislativo municipal. Enquanto isso, o debate sobre as melhores estratégias para proteger mulheres vítimas de violência continua em evidência, dividindo opiniões entre autoridades, especialistas e a sociedade.





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