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Anápolis,26/08/2026

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Projeto cria regras para doação e transfusão de sangue em cães e gatos

camara.leg.br
Projeto cria regras para doação e transfusão de sangue em cães e gatos


Depositphotos

Cachorro e gato deitados um ao lado do outro no chão em cômodo de uma casa

Para doar sangue, os animais deverão ter entre 1 e 8 anos, peso adequado e boas condições de saúde


O Projeto de Lei 2637/26 cria o Sistema Nacional de Hemoterapia Veterinária (Sinvet) para organizar e fiscalizar a coleta, o processamento e a transfusão de sangue em cães e gatos em todo o país.


Pela proposta, para doar sangue, os animais deverão ter entre 1 e 8 anos, peso adequado e boas condições de saúde. Antes da doação, deverão passar por exames para identificar doenças que possam ser transmitidas pelo sangue, como leishmaniose em cães e leucemia felina em gatos.


O responsável pelo animal também deverá autorizar a doação por escrito.


Licença

Os bancos de sangue veterinários precisarão de licença sanitária específica e deverão ter um médico veterinário como responsável técnico.


Proibição

O texto proíbe expressamente a venda de sangue animal. Os serviços poderão cobrar apenas os custos de materiais, exames e serviços técnicos relacionados à doação e à transfusão.


Sinvet

O Sinvet ficará responsável por fiscalizar os serviços e acompanhar possíveis problemas de saúde após as transfusões. O sistema também deverá registrar a origem do sangue para permitir seu rastreamento.


O governo federal coordenará o Sinvet, que poderá firmar acordos e parcerias com entidades públicas e privadas.


Farão parte do sistema:



  • bancos de sangue e serviços de hemoterapia veterinária;

  • laboratórios responsáveis por exames e controle do sangue;

  • hospitais, clínicas e centros de atendimento veterinário;

  • órgãos de vigilância e fiscalização sanitária; e

  • instituições de ensino e pesquisa em medicina veterinária.


O projeto também proíbe a criação de colônias comerciais para explorar animais como doadores de sangue de forma repetitiva.


Risco sanitário

O autor, deputado Delegado Bruno Lima (Pode-SP), afirma que a falta de uma lei federal gera insegurança jurídica e riscos sanitários.


“Muitos serviços de hemoterapia funcionam de forma irregular e usam métodos inadequados, o que expõe doadores e receptores a contaminações e maus-tratos”, justifica o deputado.


Punição

Quem descumprir as regras previstas no projeto poderá ser punido com advertência, multa, interdição do estabelecimento ou ainda suspensão e cassação da licença sanitária, além da responsabilização civil, penal e ético profissional.


Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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