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Anápolis,01/04/2026

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Falta de dinheiro pode ser pior que o cigarro para o coração, segundo a ciência

Pesquisa da Mayo Clinic revela que dificuldades econômicas têm impacto profundo na saúde cardíaca e podem acelerar o envelhecimento do coração


Falta de dinheiro pode ser pior que o cigarro para o coração, segundo a ciência

Um estudo conduzido pela Mayo Clinic trouxe um alerta importante sobre a relação entre finanças e saúde: o estresse financeiro pode envelhecer o coração mais do que o tabagismo. A pesquisa analisou cerca de 280 mil adultos entre 2018 e 2023, nos estados de Minnesota, Arizona e Flórida, nos Estados Unidos.


Os resultados indicam que fatores como insegurança financeira e alimentar podem impactar o organismo de forma tão intensa quanto condições já conhecidas, como a hipertensão. O levantamento reforça que problemas econômicos não afetam apenas o bolso, mas também têm consequências diretas na saúde física.


Para chegar a essa conclusão, os participantes passaram por exames como eletrocardiogramas e responderam a questionários sobre níveis de estresse e hábitos alimentares. A partir desses dados, um algoritmo foi utilizado para calcular a chamada “idade do coração”, uma métrica que estima o risco de doenças cardiovasculares com base no funcionamento do órgão.


Os resultados mostraram que pessoas em situação de vulnerabilidade financeira apresentavam sinais de envelhecimento cardíaco acelerado. A pressão constante causada por dívidas, desemprego ou dificuldade de acesso à alimentação adequada contribui para um desgaste contínuo do sistema cardiovascular.


Embora o tabagismo continue sendo um dos principais fatores de risco para doenças do coração, o estudo aponta que determinantes sociais podem ter impacto ainda mais significativo em determinados contextos. O estresse crônico gerado por instabilidade econômica aumenta a inflamação no organismo e eleva o risco de problemas cardíacos ao longo do tempo.


Os pesquisadores destacam que os achados ampliam a forma como a saúde cardiovascular deve ser analisada. Mais do que hábitos individuais, fatores como renda, acesso à saúde e segurança alimentar passam a ser considerados elementos centrais na prevenção de doenças.


O estudo reforça a necessidade de políticas públicas e estratégias de saúde que levem em conta o contexto social dos pacientes, além de hábitos tradicionais como alimentação, atividade física e abandono do cigarro.





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