Anvisa proíbe 500 produtos para unhas em gel com substâncias ilegais
Substâncias proibidas por risco à saúde motivaram retirada de itens do mercado e recolhimento de linhas conhecidas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta semana o cancelamento do registro de mais de 500 produtos, principalmente utilizados em unhas em gel, por conterem substâncias consideradas de risco à saúde. A decisão reacende o alerta entre consumidores e profissionais do setor de estética em todo o país.
Os produtos afetados possuem em sua composição o TPO (óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), substâncias que foram proibidas no Brasil em outubro do ano passado, poucos meses após medida semelhante adotada pela União Europeia.
Na ocasião, a Anvisa concedeu um prazo de 90 dias para que os itens deixassem de ser comercializados. Com o fim desse período, a agência iniciou o processo de cancelamento dos registros e retirada dos produtos do mercado.
Segundo a própria Anvisa, a decisão tem como principal objetivo proteger a saúde de consumidores e, especialmente, de profissionais que lidam diariamente com esses produtos, como manicures e especialistas em unhas em gel.
Estudos internacionais indicam que o DMPT foi classificado como potencialmente cancerígeno para humanos, enquanto o TPO é considerado tóxico para a reprodução, podendo causar prejuízos à fertilidade. Esses fatores pesaram diretamente na decisão regulatória.
Apesar da medida, o mercado continua oferecendo alternativas seguras. Existem produtos para unhas em gel que não utilizam essas substâncias, o que permite a continuidade dos serviços sem risco adicional à saúde.
Além dos cancelamentos, a agência já havia determinado recentemente o recolhimento de alguns itens específicos da linha Impala, após decisão da própria fabricante. Entre os produtos recolhidos estão:
Plus Gel Esmalte Impala Gel
Esmalte Gel Impala Gel Plus
Gel Plus Impala Esmalte Gel
Esmalte Gel Plus Impala
Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear
O recolhimento foi realizado de forma voluntária pela empresa após a identificação da presença de TPO na composição dos produtos.
A medida reforça o movimento de maior rigor na fiscalização de cosméticos no Brasil, acompanhando padrões internacionais e ampliando a proteção à saúde pública. Ao mesmo tempo, acende um alerta para consumidores ficarem atentos à composição dos produtos utilizados, especialmente em procedimentos frequentes.




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