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Anápolis,20/03/2026

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Comissão aprova readaptação de policiais e bombeiros com deficiência em funções administrativas

camara.leg.br
Comissão aprova readaptação de policiais e bombeiros com deficiência em funções administrativas


Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Deputada Delegada Ione (Avante-MG) fala no Plenário da Câmara dos Deputados

Delegada Ione: continuar a servir reforça vínculos institucionais e evita o isolamento social


A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite a readaptação de policiais militares e bombeiros que sofreram limitações físicas ou mentais. A medida autoriza que esses profissionais continuem na ativa, exercendo funções administrativas ou de suporte, mantendo o salário e o posto.


O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG), ao Projeto de Lei 6135/19, da deputada Soraya Santos (PL-RJ).


A redação original previa alterar o Decreto-Lei 667/69 para permitir o "aproveitamento" de militares inativados. Já o texto aprovado atualiza a nova Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares para instituir tecnicamente a "readaptação", alinhando as regras militares às normas constitucionais já aplicadas aos servidores civis.


Como é hoje

Atualmente, a regra geral nas corporações militares estaduais determina que o profissional que sofre uma lesão permanente ou adquire uma deficiência que o impeça de exercer a atividade-fim (policiamento ostensivo ou combate a incêndios) seja reformado (aposentado) por invalidez.


Continuidade no serviço

Pelo novo texto, o militar que tiver sua capacidade física ou mental reduzida, atestada por junta de saúde, poderá ser realocado para funções compatíveis com sua condição. A decisão deve considerar a existência de vagas na estrutura da corporação.


O texto estabelece os seguintes critérios:



  • manutenção do posto ou graduação e da remuneração integral;

  • compatibilidade da nova função com a limitação sofrida;

  • cumprimento dos requisitos de habilitação e escolaridade para o novo cargo.


"O militar deixa de ser visto apenas pela limitação adquirida e passa a ser reconhecido por sua experiência. Continuar a servir reforça vínculos institucionais, fortalece a autoestima e evita o isolamento social", explicou a relatora.


Retorno de aposentados

O projeto permite que policiais e bombeiros que já foram reformados (aposentados) por incapacidade definitiva possam requerer o retorno à ativa para fins de readaptação. Esse pedido deve ser feito no prazo de até 5 anos após a publicação da lei.


Próximos passos

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).


Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.





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